Coluna - Qualidade de Vida
Luiz Fernando Onofre Jr.
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14/11/2008
Diabetes merece cuidados
Todos nós precisamos de energia (combustível) para sobrevivermos. Essa energia é obtida pelo corpo através dos alimentos – carboidratos, gorduras e proteínas.

Os carboidratos da dieta são grandes fontes de glicose (açúcar simples), porém para que a glicose possa ser absorvida pelas células, e gerar energia, é imprescindível a ação de um importante hormônio produzido pelo pâncreas, a insulina.

Nos diabéticos a produção de insulina está total ou parcialmente comprometida, o que dificulta o metabolismo dos carboidratos. Nessa situação a glicose não consegue ser absorvida pelas células, aumentando sua concentração no sangue.

Diabetes melito é uma doença crônica hereditária ou adquirida (auto-imune). Há dois tipos de diabetes melito. A do tipo I, dependente de insulina, acomete mais os jovens, sendo potencialmente mais severa. Já a do tipo II, não dependente de insulina, se manifesta mais tarde, geralmente após os 40 anos.

Dados do Ministério da Saúde estimam que 7% da população brasileira – entre 30 e 69 anos – têm diabetes; deste grupo 80% sofrem de diabetes do tipo II , e muitos nem sabem que têm a doença. Os sintomas mais comuns do diabetes são: sede intensa, vontade de urinar acima do normal, dores nas pernas, visão turva, cansaço e emagrecimento súbito.

O diabetes, quando mal-controlado, está associado a uma maior incidência de outras patologias, como doenças cardíacas, hipertensão, aterosclerose, neuropatia, retinopatia etc., podendo levar à cegueira e até mesmo a amputações, principalmente nos pés. Sem falar no coma diabético.

Conhecer a doença, ter um acompanhamento médico com exames periódicos e sobretudo um rigoroso controle glicêmico (taxa de açúcar no sangue) – mantendo-o sempre próximo aos valores normais (70 a 110 mg/dl) –, são fundamentais para a boa qualidade de vida do diabético. Além do controle diário da glicemia o exame de hemoglobina glicada é particularmente importante pois nos permite saber como esteve a taxa de açúcar no sangue nos últimos 60, 90 dias – em média.

Dieta e atividade física também são relevantes no tratamento do diabetes. A dieta deve ser isenta de açúcares simples ( açúcar branco, açúcar mascavo, mel etc.), rica em fibras, evitando ao máximo o consumo de gorduras saturadas – de origem animal. Os produtos dietéticos de procedência confiável, podem ser consumidos, desde que com moderação e sob orientação médica.

Quanto à atividade física, estudos comprovam sua eficácia, uma vez que os exercícios – preferencialmente aeróbios moderados – diminuem a resistência à insulina, potencializando sua ação e otimizando o transporte de glicose.

Os diabéticos que dependem de insulina devem estar atentos à crises hipoglicêmicas (queda da taxa de açúcar no sangue), principalmente durante e depois dos exercícios, e só se exercitarem se estiverem bem alimentados e com os níveis de glicemia sob controle.

A medicina promete avanços ainda maiores, muitos destes avanços facilitarão sobremaneira a vida dos diabéticos. Portanto, os cuidados de hoje podem ser a garantia de que estaremos bem para usufruirmos destes benefícios num futuro próximo.

Dia 14 de novembro é lembrado como o Dia Mundial do Diabetes. Esteja atento aos eventos voltados à prevenção, detecção e controle do diabetes em sua região. Cuide-se e viva melhor.


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