Coluna - Marketing & Tendências
Jacques Miranda de Oliveira
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08/05/2008
O que vende mais, o argumento ou a percepção?
Cansado de ver boas propagandas na televisão e que não vendem os seus respectivos produtos, resolvi valher-me de algumas novas indagações sobre os comerciais nacionais.

Ao certo, as propagandas brasileiras são as mais criativas do mundo e não pensem vocês que estou contra os atuais processos de criação, pelo contrário. Parafreseando uma aluna do Marketing, “por mim, ficaria assistindo comercial o dia inteiro” e eu completo: "comprar os produtos é uma outra história".

Mas, o que realmente vende o produto: o argumento ou a percepção?

Em relação ao argumento, seria a maneira em que a parte textual está exposta. Já quanto à percepção é aquela reação que temos quando vemos os comerciais, desde que seja possível associar a marca (como diz Washington Olivetto: se não vende, não vale).

Em propaganda, estamos diante de um emaranhado de instruções que beiram o límine da nossa consciência (chamadas subliminares) e assim, por não sermos especilistas em psicologia ou psiquiatria, podemos até duvidar que tais propagandas não funcionam.

Mas, já caminhando para o caso prático, tem uma propaganda de refrigerante, que passa na televisão que é, no mínimo, interessante. Fala-se muito a respeito das cores do produto, mas muito pouco sobre o produto em si. Esse é um exemplo de que o argumento não vende tanto, mas a percepção do produto é quem manda, pois ela vem acompanhada de alguns fatores curiosos.

O caso mencionado não pode ser considerado uma propaganda que se mantenha no límine da nossa consciência, mas certamente alcança um outro benefício muito almejado em propaganda, o recall.

Se o recall é a pérola do anunciamente, deduz-se que agir buscando a percepção do consumidor é muito melhor do que tem em mãos um maravilhoso argumento.

Parece que concordamos com isso, agora, vamos todos juntos rumos à busca da percepção.

Isto lhe parece fácil?


De sua nota:

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