O primeiro trabalho científico sobre os efeitos fisiológicos da atividade física de que se tem notícia foi realizado em Londres, em 1953.
O médico inglês Jeremy Morris, analisou os registros de 31.000 funcionários, motoristas e cobradores londrinos e observou que os motoristas, que dirigiam sentados, apresentavam maior índice de cardiopatias coronárias com maior incidência de mortes por essas complicações que os cobradores que diariamente subiam e desciam as escadas dos ônibus de dois andares além de cobrarem as passagens.
A partir desse estudo, outros tantos foram realizados, valorizando a idéia dos benefícios físicos e psicológicos da atividade física. Na última década, com o “boon” do fitness, principalmente nos Estados Unidos, é cada vez maior o número de trabalhos e publicações nessa área. Em contra partida, estudos epidemiológicos mostram que o número de sedentários nunca esteve tão alto e crescente, uma vez que as comodidades da vida moderna - como controle remoto, vidros elétricos no carro, elevadores, serviços tipo delivery etc. - fazem com que nos tornemos ainda menos ativos.
Atualmente o sedentarismo constitui um importante fator de risco para a saúde da população. Portanto manter-se fisicamente ativo diariamente e quando possível optar por uma alimentação equilibrada e saudável são hábitos que estão associados a uma maior qualidade de vida.
Vale lembrar que ter consciência da necessidade de se adotar um estilo de vida mais ativo não significa, necessariamente, mudança de comportamento, mas, sem dúvida, pode ser o primeiro de muitos passos em direção à saúde.
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