Prezado amigo leitor.
Nos dez artigos anteriores não nos posicionamos sobre tópicos exclusivamente relacionados às finanças. Isso talvez tenha chamado a sua atenção, afinal a coluna se apresenta como de finanças e economia.
O nosso objetivo, no entanto, era o de fundamentar a nossa teoria de que existem, efetivamente, alguns aspectos que permeiam a nossa vida cotidiana, mas que, nem sempre, investimos tempo para análise e reflexão.
Tais fatores acabam por impactar, entre outras coisas, diretamente em na nossa vida financeira. Afinal, a situação financeira de uma pessoa depende de maneira significativa da forma como ela se comporta frente às diversas facetas da vida.
Particularmente, estou convencido de uma série de princípios que vêm permeando a minha maneira de analisar a vida e de reagir aos fatos cotidianos. A doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, tem contribuindo de maneira bastante significativa para essa análise. Senão vejamos; analise cuidadosamente e reflita sobre o conteúdo de cada um dos conceitos abaixo:
• Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
• Criou o Universo, que abrange todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.
• Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos.
• O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo.
• O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espírita.
• Os Espíritos revestem temporariamente um invólucro material perecível, cuja destruição pela morte lhes restitui a liberdade.
• Entre as diferentes espécies de seres corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que chegaram a certo grau de desenvolvimento, dando-lhe superioridade moral e intelectual sobre as outras.
• A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório.
• Há no homem três coisas: 1a., o corpo ou ser material análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2ª. a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3a., o laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.
• Tem assim o homem duas naturezas: pelo corpo, participa da natureza dos animais, cujos instintos lhe são comuns; pela alma, participa da natureza dos Espíritos.
• O laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de envoltório semi-material. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, porém que pode tornar-se acidentalmente visível e mesmo tangível, como sucede no fenômeno das aparições.
• O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato.
• Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais, nem em poder, nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade.
• Os da primeira ordem são os Espíritos superiores, que se distinguem dos outros pela sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e por seu amor do bem: são os anjos ou puros Espíritos.
• Os das outras classes se acham cada vez mais distanciados dessa perfeição, mostrando-se os das categorias inferiores, na sua maioria eivados das nossas paixões: o ódio, a inveja, o ciúme, o orgulho, etc.
• Comprazem-se no mal. Há também, entre os inferiores, os que não são nem muito bons nem muito mais, antes perturbadores e enredadores, do que perversos. A malícia e as inconseqüências parecem ser o que neles predomina. São os Espíritos estúrdios ou levianos.
• Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esta melhora se efetua por meio da encarnação, que é imposta a uns como expiação, a outros como missão.
• A vida material é uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição moral.
• Deixando o corpo, a alma volve ao mundo dos Espíritos, donde saíra, para passar por nova existência material, após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual permanece em estado de Espírito errante.
• Tendo o Espírito que passar por muitas encarnações, segue-se que todos nós temos tido muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, quer na Terra, quer em outros mundos.
• A encarnação dos Espíritos se dá sempre na espécie humana; seria erro acreditar-se que a alma ou Espírito possa encarnar no corpo de um animal.
• As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas; mas, a rapidez do seu progresso depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.
• As qualidades da alma são as do Espírito que está encarnado em nós; assim, o homem de bem é a encarnação de um bom Espírito, o homem perverso a de um Espírito impuro.
• A alma possuía sua individualidade antes de encarnar; conserva-a depois de se haver separado do corpo.
• Na sua volta ao mundo dos Espíritos, encontra ela todos aqueles que conhecera na Terra, e todas as suas existências anteriores se lhe desenham na memória, com a lembrança de todo bem e de todo mal que fez.
• O Espírito encarnado se acha sob a influência da matéria; o homem que vence esta influência, pela elevação e depuração de sua alma, se aproxima dos bons Espíritos, em cuja companhia um dia estará.
• Aquele que se deixa dominar pelas más paixões, e põe todas as suas alegrias na satisfação dos apetites grosseiros, se aproxima dos Espíritos impuros, dando preponderância à sua natureza animal.
• Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do Universo. Os não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e circunscrita; estão por toda parte no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos de contínuo.
• É toda uma população invisível, a mover-se em torno de nós.
• Os Espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico.
• Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da “Natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal “explicados e que não encontram explicação racional senão no Espiritismo”“.
• As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos impelem para o mal: é-lhes um gozo ver-nos e assemelhar-nos a eles.
• As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, à nossa revelia.
• Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas se dão por meio da escrita, da palavra ou de outras manifestações materiais, quase sempre pelos médiuns que lhes servem de instrumentos.
• Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou mediante evocação. Podem evocar-se todos os Espíritos: os que animaram homens obscuros, como os das personagens mais ilustres, seja qual for à época em que tenham vivido; os de nossos parentes, amigos, ou inimigos, e obter-se deles, por comunicações escritas ou verbais, conselhos, informações sobre a situação em que se encontram no Além, sobre o que pensam a nosso respeito, assim como as revelações que lhes sejam permitidas fazer-nos.
• Os Espíritos são atraídos na razão da simpatia que lhes inspire a natureza moral do meio que os evoca.
• Os Espíritos superiores se comprazem nas reuniões sérias, onde predominam o amor do bem e o desejo sincero, por parte dos que as compõem, de se instruírem e melhorarem. A presença deles afasta os Espíritos inferiores que, inversamente, encontram livre acesso e podem obrar com toda a liberdade entre pessoas frívolas ou impelidas unicamente pela curiosidade e onde quer que existam maus instintos.
• Longe de se obterem bons conselhos, ou informações úteis, deles só se devem esperar futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto, ou mistificações, pois que muitas vezes tomam nomes venerados, a fim de melhor induzirem ao erro.
• Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade, escoimada de qualquer paixão inferior; a mais pura sabedoria lhes transparece dos conselhos, que objetivam sempre o nosso melhoramento e o bem da Humanidade.
• A dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, amiúde trivial e até grosseira.
• Se, por vezes, dizem alguma coisa boa e verdadeira, muito mais vezes dizem falsidades e absurdos, por malícia ou ignorância. Zombam da credulidade dos homens e se divertem à custa dos que os interrogam, lisonjeando-lhes a vaidade, alimentando-lhes os desejos com falazes esperanças.
• Em resumo, as comunicações sérias, na mais ampla acepção do termo, só são dadas nos centros sérios, onde intima comunhão de pensamentos, tendo em vista o bem.
• A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, isto é, fazer o bem e não o mal. Neste princípio encontra o homem uma regra universal de proceder, mesmo para as suas menores ações.
• Ensinam-nos que o egoísmo, o orgulho, a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que, já neste mundo, se desliga da matéria, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo, se avizinha da natureza espiritual; que cada um deve tornar-se útil, de acordo com as faculdades e os meios que Deus lhe pôs nas mãos para experimentá-lo; que o Forte e o Poderoso devem amparo e proteção ao Fraco, porquanto transgride a Lei de Deus aquele que abusa da força e do poder para oprimir o seu semelhante.
• Ensinam, finalmente, que, no mundo dos Espíritos, nada podendo estar oculto, o hipócrita será desmascarado e patenteadas todas as suas torpezas, que a presença inevitável, e de todos os instantes, daqueles para com quem houvermos procedido mal constitui um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e superioridade dos Espíritos correspondem penas e gozos desconhecidos na Terra.
• Mas, ensinam também não haver faltas irremissíveis, que a expiação não possa apagar. Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conformemente aos seus desejos e esforços, na senda do progresso, para a perfeição, que é o seu destino final.
Pois bem; este é o resumo da Doutrina Espírita, como resulta dos ensinamentos dados pelos Espíritos superiores, constante da introdução de “O Livro dos Espíritos”.
Baseado nesses conceitos, imagine amigo leitor, por apenas um minuto:
a) Que você estivesse inquestionavelmente convencido(a) de que realmente existe uma força superior a todos nós;
b) Que essa força superior fosse a responsável pela criação e regência de todo o Universo dentro de regras pré-estabelecidas totalmente em sintonia e harmonia;
c) Que embora você não tivesse ainda condições de compreender todas essas Leis Universais, no entanto, você aceita se que elas efetivamente estivessem corretas e fossem aplicáveis a todos, indistintamente, seguindo sempre os mesmos critérios;
d) Que essa força superior fosse comprovada e inquestionavelmente justa, sábia e só quisesse o bem de todas as suas criaturas;
e) Que você, na condição de uma das suas criações, tivesse a oportunidade de caminhar, irrevogavelmente, para o bem e para algo muito próximo da perfeição, pois jamais poderia se igualar a essa forca superior, mas almejar chegar o mais próximo possível;
f) Que esse caminho fosse conquistado dia a dia, fruto exclusivo do seu esforço individual e aprendizado constante, assimilado a cada etapa da jornada;
g) Que somente você fosse o responsável pela sua evolução e pela superação dos obstáculos que aparecessem nesse caminho;
h) Que pela dificuldade apresentada no caminho, você, por vezes, se se desvia da rota original, prejudicando a si mesmo e/ou a outros e que a cada desvio desse tipo, tivesse a oportunidade de repará-los, com esforços próprios, consumindo certo tempo nesta tarefa;
i) Que as penalidades que você recebe-se ou até mesmo pedisse para receber em função de suas falhas fossem inquestionavelmente justas e vizassem, exclusivamente, o seu próprio progresso;
j) Que para reparar as falhas e superar os obstáculos você tivesse de dispor de diversas oportunidades, visto que o caminho a ser trilhado é muito longo e requer numerosas etapas a serem cumpridas;
k) Que a cada etapa, para que você pudesse evoluir um pouquinho mais, contasse sempre com a ajuda de todos os seres que por você demonstram simpatia e amor, mesmo que você não conseguisse ver, ouvir ou sentir essa ajuda;
l) Que tudo que acontecesse nessa rota rumo à força maior, tivesse efetiva e inquestionavelmente uma razão de ser;
m) Que mesmo que você não soubesse a razão de muitas das coisas, mesmo assim, estivesse convencido que tudo que ocorre-se seria para o seu bem, para a sua evolução e inquestionavelmente justo;
n) Que no final dessa rota você pudesse encontrar com todos aqueles que te ajudaram a chegar até lá e pudesse gozar da mais perfeita paz, felicidade, harmonia e amor.
o) Imagine agora que tudo isso seja realmente possível e que só depende de você ter fé, acreditar, confiar, desejar e efetivamente realizar.
Observe que, a maioria das pessoas, principalmente aquelas que estão ligadas a alguma religião, costumam afirmar que a felicidade encontra-se em Deus. Mas, não estaria, por acaso, Ele em todos os lugares, inclusive em nós mesmos?
Não seria então, “dentro de nós”, um bom lugar para começarmos a procurá-lo?
Felicidade, que em essência é o que todos queremos desta vida, é um sentimento íntimo ao qual cabe apenas a nós assumirmos a responsabilidade.
Como?
Libertando-nos dos requisitos da sociedade superficial e da falsa importância que o mundo externo nos impõe. Felicidade é o resultado da maneira pela qual vivenciamos aquilo que somos. Leve em consideração o seu mundo interior e livre-se dessas falsas necessidades. Sua essência espiritual lhe fornece tudo o precisa para cumprir a missão que lhe foi destinada.
A nossa mente tem a habilidade necessária para eliminar qualquer dificuldade, inclusive as dificuldades financeiras que você esteja eventualmente passando neste momento. Depende essencialmente de você o seu bem-estar, de seus esforços, de sua vontade de mudar, de sua autoconfiança e de um novo senso de força em sua vida interior.
Quem faz a sua parte e deposita nas mãos de Deus todas as suas dificuldades alcança as tão almejadas felicidade e tranqüilidade. O rancor abrigado no coração causa estados destruidores no ser humano. Se você se mantiver inflexível na sustentação da raiva, se ligará ainda mais a essa situação infeliz. Paradoxo é almejar a paz e viver em discordância íntima.
Ser Feliz só depende de você. Assuma as rédias da sua vida!!!!!
Prezado leitor: avalie os meus artigos clicando em uma das notas entre 1 e
5 abaixo.
Envie seus comentários, dúvidas, críticas e sugestões para o
e-mail:
colunista@guarulhosagora.com.br
Indique esta coluna para os seus amigos.
De sua nota:
Error connecting to mysql