O balanço do primeiro semestre do mercado de trabalho no Brasil detalha um cenário positivo. A pesquisa realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que foi registrada em junho deste ano a menor taxa de desemprego para o mês desde 1991 – considerando-se os dados relativos à Região Metropolitana de São Paulo.
O índice caiu dos 13,3% verificados em maio para 12,9% no mês passado. De acordo com o levantamento, há aproximadamente 1,38 milhão de trabalhadores em busca de ocupação em São Paulo. Ao mesmo tempo, a renda aumentou 1,6% em maio, em comparação a abril, passando para R$ 1.320. Regiões – O índice de desemprego também apresentou queda quando se consideram as sete principais regiões metropolitanas brasileiras – passando de 13,2% em maio para 12,7% no mês passado. Em junho de 2009, esse percentual atingiu 14,6%. O volume total de pessoas procurando por uma vaga no mercado de trabalho foi estimado pelo sistema Seade/Dieese em 2,795 milhões – ou seja, 109 mil pessoas a menos do que contabilizado em maio deste ano. Foram criadas 160 mil vagas no mercado de trabalho. "Não há o que comemorar porque o índice ainda é muito alto. Mas a boa notícia é que houve redução", afirmou ontem, durante coletiva de imprensa, o coordenador de análise da Fundação Seade, Alexandre Loloian.
Renda – O rendimento médio real dos trabalhadores nas sete áreas pesquisadas pelo Seade/Dieese apresentou crescimento de 1,1% em maio, em relação a abril deste ano – e, com isso, passou para R$ 1.259. Se esse resultado for comparado com aquele observado em maio de 2009, o aumento é ainda mais expressivo, atingindo um percentual de 2,7%. O nível de ocupação apresentou elevação de 0,8% no mês de junho, na comparação com o mês anterior. Apenas o setor industrial não acompanhou essa tendência de alta no número de vagas. No de serviços, a ocupação teve crescimento de 1,1%, já no comércio, a evolução foi de 1,3%. Em outros setores, foi registrado aumento de 0,7%. Se considerado apenas o segmento da construção civil, o aumento contabilizado no mês passado atingiu 0,5%.
A indústria, por sua vez, apresentou leve redução no nível de ocupação, fechando o mês passado com queda de 0,2%. Contudo, em relação a junho do ano passado, a pesquisa Seade/Dieese revela que foi verificada uma elevação de 3,9%. Além da Grande São Paulo, a pesquisa analisou os resultados do Distrito Federal e das regiões metropolitanas de Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e Salvador (BA).